30.1.05

004.033

Como poderia sair daqui
sem ninguém perceber
pulando por ali
depois é só correr

Não, me pegariam
Não me pegariam

Passando pelos vasos
nem pisaria na calçada
entro n'ônibus ao acaso
desço em qualquer parada

Não, me pegariam
Não me pegariam

Só espero estar vivo
vivo em liberdade
pra te ver sem privo
ter felicidade

Não, me pegariam
Não me pegariam

Depois poderiam
me pegar a vontade
e me matariam
acabariam com a saudade

004.032

Alter-Paleta

Tão maquinal essa letra.
Impessoal, chega a ser.
Parece que meu ego-alter
Me roubou minha caneta

Estou agora maneta
Dessa mão a escrever
O que tem a dizer
Tu, alter-paleta

- Sou dono do corpo.
- E eu da mente!
- Me deixas torto!

- Ao menos sente!
- Prefiro morto.
- Não tente...

28.1.05

004.031

Adeus, mundo cruel
Hoje vou te deixar
Adeus, adeus
Adeus

Adeus todo seu povo
Não há nada prar se falar
Para mudar
O que penso
Adeus.

COPY... OF A COPY... OF A COPY...
STOP COPYING
START CREATE

004.030

Não preciso
De braços e abraços
Não preciso
De drogas pra acalmar
Eu já vi
O concreto e o aço
Não preciso de nada além de ar!
Não! Não! Não preciso de nada além de ar!
As coisas são assim
Só mais um pedaço do muro.
Esse é o fim
Cada vez mais escuro.

004.029

Mãe, você ouviu o telefone tocar?
Mãe, você me deixa namorar?
Mãe, queria tanto fugir de você!
Uh.. Pah, tenho tanto a te dever?

Calma meu filhinho, não demora
Mamãe vai te isolar do mundo aí fora
Mamãe vai te mostrar planos de vida
E se você fugir, farei feridas
OH BABY... OH BABY... IS IT JUST A WASTE OF TIME

Mãe, consiguirei me alegrar?
Mãe, eu saberei em quem votar?
Mãe, posso trocar esse canal?
Uh.. Pah, minha vida é tão banal?

Calma meu filhinho, vá sem pressa
Evite que mamãe se aborreça
Mamãe troca o canal até cansar
E quando me cansar, não vá ligar
OH BABY... OH BABY... IS IT JUST A WAY TO DIE?

004.028

Tô tentando escrever algo grande, mas sempre deve ser baseado em experiências pessoais, e, aqui NADA tem acontecido. Por enquanto, as duas histórias estão terminadas.

27.1.05

004.027

Era uma sala grande e parecia um salão onde havia sido realizado um casamento, mas tudo estava quebrado como se houvesse acontecido uma briga de todos contra todos. Ele foi andando até o que parecia ser um altar. Havia uma pequena televisão que mostrava um circuito interno de câmeras. Na verdade, uma câmera só. A câmera estava posicionada atrás dele e, pela TV, podia ver suas costas. Uma garota se aproximou, ele so a via pela TV. Estava às costas dele, mas ele não tinha muito interesse, então não se virou.
- O que você está vendo? - disse ela.
- Você. E eu de cenário.
- Tem olhos nas costas?
- De certa forma...
- Tem ou não?
- No momento, sim.
- Mas e na TV?
A garota ficou na ponta dos pés para ver e quando ia aparecer no campo de visão dele, sem ser na TV, a TV mudou de câmera. Agora era uma a frente dele, e não havia nada atrás dele. Ele olhou para trás. Havia uma pequena caixa de som no chão. Bem que havia se achado maior na TV... não era ela.
- Nem tudo que eu sinto é real...
A TV se desligou e religou. Estava de novo mostrando "ele" com a garota atrás. Saiu pela mesma porta que entrou, sem olhar para trás. Assim que saiu, a luz verde se apagou e a vermelha se acendeu. Não se lembrava de onde era o começo do corredor (se para a direita ou para esquerda), foi para a esquerda.