4.1.05

004.021

Pensou em esquecê-la, pois pouparia sofrimento à ela, ao menos. Começou a tentar, mas pegou no sono. Acordou no horário de seu trabalho e saiu de casa. Foi até a escola e começou a procurar emprego. Havia uma vaga em uma indústria desconhecida, e ele mandou um e-mail para lá, marcando entrevista para o dia seguinte. E lá foi ele.
- Bom dia, eu vim pra entrevista...
- Só um momento.
Esperou, esperou...
- Pode entrar.
Entrou, e na sala onde estava agora havia um homem.
- Sente-se.
- Obrigado!
- Conhece nossa empresa?
- Pra falar a verdade, não.
- Ela não é muito conhecida aqui, mas no nordeste somos famosos.
Após as perguntas básicas, o homem não conseguia esconder excitação das respostas supostamente verdadeiras, dadas ali. Ele sabia o que o homem queria ouvir...
O homem mandou que aguardasse resposta, e assim se retirou da sala.
Voltou pra casa pensando "será que estou mais novo?" e começou a procurar alguma cicatriz "nova" (do futuro) ou algum machucado "velho" (do presente-passado). Não encontrou nem um, nem outro, mas descobriu uma coisa: o ponto de ônibus que devia descer era o próximo. Se levantou, fez sinal e desceu. Em casa, contou a mãe que havia pedido demissão pois havia arranjado um emprego melhor. Era um tiro no escuro, mas eles ligariam em sua casa, e sua mãe perceberia algo errado se não soubesse do "novo emprego"