20.11.05

005.029

Foi quando andava de carro por uma estrada, à noite. Havia uma curva e pensei em tudo. Tudo de errado, nada de certo. Estava vivendo de lágrimas. Fechei os olhos e pisei fundo. Soltei do volante e chorei mais. Tirei o cinto. Ouvi um som de metal contra metal e o carro voou. Voou. E ficou tempo demais no ar. Dizem que passa um flash da sua vida. Da minha, passava toda noite, antes de tentar dormir. Só chorei. E o carro voou por uma hora ou dois segundos, tanto faz, e caiu entre árvores. O volante girava e porta-luvas cuspia tudo que tinha dentro e eu chorava. A barra de direção veio em direção à minha coxa e não me lembro de mais nada. Acordei com a barra atravessada em minha perna. Saía pouco sangue, a pressão devia ser grande do ferro e minha pele. Não doía. O carro estava amassado por todos os lados e eu havia batido em uma árvore. Uma garota linda passou e disse "vamos?". Eu fui. Fechei os olhos e fui. Nunca mais chorei. Descobri que suicidas são mais merecedores do paraíso que todo o resto. Nós merecemos, já sofremos dmais em vida e devemos ser recompensados por exercer o máximo da liberdade. Estou mais feliz aqui.

19.11.05

005.028

Mesmo sabendo que não virá,
eu espero.
A espera em vão da última peça
te mantenho na memória.
Só por que gosto de sofrer,
gosto de admirar pra não te tocar
te jogo pra longe,
só por não saber o que fazer
com tanta beleza que guarda
para outro alguém.
Perco os sentidos,
o que quero dizer
é que você me deixa com vontade de te ter,
mas sem te possuir.

005.027

Eu sei que nada nada nada nada que eu disser
vai mudar o que vê não sente por mim
Sei que não sou quem te visita
quando voce dorme e sonha
Um dia talvez me veja como eu
e não como um outro conhecido
Nada nada nada nada vai mudar
eu não posso nem te desejar
A esperança não está aqui
somente o nada nada vai me consolar.

15.11.05

005.026

1-) Sou amigo do João
te encontro todo sábado
Lembra?

Sou aquele com quem fala
te vejo com asinhas
Lembra?

Teu pai me conhece
te digo que ele sabe
sou do bem

Um amigo nunca é demais
e eu preciso de uma coisa
ajuda?

005.025

4-)
Você que me brinda com risos
me deixa esquecer da vida
me rende dias bons, dias bons
És minha, és minha, és minha amiga!

Ontem que sonhei contigo
me sentia em perigo
Me apareceu, sei que posso
posso, eu sei, contar com você

A posse que eu sinto
é que penso em mim
És importante, és especial
és vida, és minha amiga

E quando olho ao lado meu
e não te vejo
me sinto só e te ligo
és tão amiga

Tão amiga
Quero te ver agora
Pra poder te dizer
De peito cheio
De olhos molhados
Que és a amiga que sempre precisei
A amiga com quem um dia pretendo
Não mais me apaixonar

10.11.05

005.022

Havia um sonho prestes a ser realidade.
Tantos contras, seria milagre ser verdade
Mas o milagre está há pouco de ser.
Os do contra, contreavam as razões.
Os do favor, brindavam.
Do nada, então aconteceu.
Um líder do favor se foi.
Voltou, após duas horas.
"Nós que somos a favor de milagres
devemos ser contra esse.
Pois milagre deixa de ser milagre
quando realizado."

9.11.05

005.024

E pensar que você já foi feliz por estar comigo...
Estou me deprimindo por não te fazer feliz.
Mais um pouco e desligava na minha cara.
Não queria ter que te convencer.
É estranho.
Vai ser horrível ter que desistir desse plano.
Vai ser horrível ter que contar pra tanta gente.
Vou acabar chorando. É bom treinar no espelho.
Tô ouvindo Björk.
choramingando em estéreo.
HOW AM I GOING TO MAKE IT RIGHT?

Eu não vou contar sobre o futuro "Se você não vier", não importa.
Você vai acabar vindo por dó ou sei lá...
Só podia ter me falado antes, não deixava tomar proporções tão...
Acho que só vai ver isso quando já tiver tomado sua decisão...
E ninguém sabe o quanto temo.
E ninguém sabe o quanto acho que você não vai vir.
Tenho que dormir, mas sono 0.
Desanimei totalmente. Não quero mais trabalhar.
E como eu sou idiota, coloquei no repeat.
HOW AM I GOING TO MAKE IT RIGHT?

Deve estar tudo diferente agora.
Até amanhã (ou hoje) -> pelo menos espero que ainda falemos...
Se cuida

Será que a gente dura 1 ano e 2 meses?

8.11.05

005.021

Então minha namorada decido que não mereço.
Fico quieto pois concordo.
Mas não posso deixá-la não vir a meus braços
Preciso inventar uma desculpa.
Eu mereço por que eu a amo.
Tudo que posso pensar, e nem é desculpa.
Eu mereço porque...
Eu preciso.
"Outro estímulo", ela diz
"Não há, você é tudo.
Nada é tudo sem você.
O motivo pra você me sorrir
eu não sei, nunca soube,
mas havia um motivo.
Se não mudei, onde foi o motivo?
Nunca me associei a ninguém,
nunca saí de casa,
nada mudou.
Não te entendo sendo assim,
te amo de qualquer forma
não te entendo sendo assim.
Me perdoe, sou passivo demais.
Quem é, sabe que não é por escolha.
quem foi, sabe que é a solidão que vai curar.
Eu mereço por que eu sou alfabetizado.
Por que eu tenho bom gosto (ou mal, sei lá)
Por que eu não sou cristão, mas sou bonzinho.
Mereço por que eu te amo.
Mereço pra provar que eu tô errado ao achar que não mereço."
Termindo em 2a o que comecei em 3a.
Tomara que esses textos ainda sirvam pra alguma coisa...

Drawing.

31.10.05

005.020

8-) Seu,
hoje sou só seu
sempre fui só seu
mas hoje me aceite

Ref.

Sim
seus membros a me envolver
se minha vida se for nem vou ver
pois hoje estou sonhando

Ref.


por hoje te imploro
não me deixe, te imploro
não se vá, onde vai, onde foi
hoje tudo que
se esvaai se esfoi...

Ref.

Repete ultima estrofe com medlodia do refrão

Refrão:
Amor
ao me
nos mê
dê temp
po de te de
corar

Música: Dedilhado no ritmo da cantoria, no refrão, batidas repetidas

005.019

10-) Venho por meio desta, solicitar
algo que, sei, me deve, pois não te dei
achando ser quem não é, não foi assim
quando passei a ti, a posse disso
pensei, cuidará melhor do que eu
mas não, não
Você jogou, pisou mordeu
pra agora assoprar?
Esquece que um dia cheguei a te amar
E faz um favor, só um
Não torne a ligar.

(Barulho de telefone sendo desligado.)


Música: Agressiva. Acaba repentinamente na última frase, com um telefone sendo desligado. Toque do telefone vira "introdução" para próxima música.


12-) Não pense que esqueci de você.

Música: Jingle bell em MIDI, voz chorosa DIZ (não canta) a frase. Uma voz de mulher diz para fechar a música "Você foi um erro. Dos grandes." Acabou.


6-)
Às vezes
Tudo que diz sai por ali
Não consigo saber
O que quer dizer
Essa ideia que quer passaaar
se o sentido que vejo
é o reaal, então
prefiro desentender, ignorar
desabafar, desentoar
Não pense que reverterá
meu sentimento
agora sei
que te amo
te amo
te aamo
mas você é tão simplista
e diz apenas
não.

Música: Tranquila e melódica no início, conforme se desenvolve, aumenta velocidade. No final uma batida emenda com a próxima música.

25.10.05

005.018

5-) Detrás ali de tudo eu vi você, vi você
Andando toda bonita, estraçalhando a perfeição
Pensei em lhe falar, lhe falar, sem falhar
Que hoje o meu desejo, não lhe digo não

O que era pouco, aumentou, aumentou
dum jeito que nem eu vi, nem percebii
toda a feição que eu te tiinhaa
Virou um grande amor que não quero matar

Droga, agora foi, já falei, já contei
sinto jogar assim com nós doois
Jogar seria fingir que isso nunca existiu
Melhor falar agora que me arrepender depois!


Música deve ser afoita, rápida, sem tempo pra respirar, mas não pesada. Crescendo até o final, porém, melodiosa.

24.10.05

005.017

Doze cartas (rimadas) com diferentes sentimentos. Amor, ódio, gratidão, ilusão, amizade, rejeição, pedestaltismo, notícia (distante), apresentação (1a), despedida (última), pedido de ajuda e cartão de boas festas (faixa bônus).

Título: Cartas para Quem For

1- Apresentação
2- Pedido de ajuda
3- Gratidão
4- Amizade
5- Amor
6- Rejeição - Incredulidade no início, e admissão esperançosa no final.
7- Pedestaltismo - Praticamente insano, bêbado, sem sentido em algumas partes.
8- Ilusão - Tudo dá certo, mas no final, ela sai
9- Notícia
10- Ódio
11 - Despedida (Carta suicida) - Recaída de todas, citando trechos das anteriores num ritmo mais pesado até o último verso (tentar no final algo beeem melancólico)
12- Boas festas (Bônus) - Música incidental Jingle Bells (Quebrar melancolia do anterior com música de natal e MIDI, daquelas que vem em cartões)

005.016

7-) Amor/que me move por cima de tudo/
que não permite eu ser vagabundo/
é o amor por ti-que-te veneeero.../
eu sei/que é clichê mas eu danço e canto/
esperneio, aprendo a ser santooo/
quando meu amor quiser/ou não ser, não seer/
me visto e tranvisto de cheee/
guevaara/de pescar com minhocas docinhas/
macias como teu externo/confeito bem feeito... perfeeito/
Não vou te perder/nunca, não, enquanto houver ar/
dou minha vida, meu deos, meu lar/
que não tenho senão por você/
sem você eu não sei viver
e se vivia antes de conhecer
era pura preguiça de morreer...
morreeer... (sempre tive a esperança de te encontrar) -> em francês.

morrer.

j'ai toujours ou l'espoir de toi trouver

Música: batidas confusas, desconexas, devagares, sonolentas e melancólicas. Voz arrastada.

005.015

Fama.
Pessoas gritando seu nome.
Talvez seja estranho
ver pessoas desconhecidas
cantando comigo
minhas coisas.
Me perdi nos meus desejos.
Nada, nada, nada nem ninguém
vai jamais me conhecer.
Mas também vejamos...
Nunca vou ser valoroso, jubiloso...
Me levo a crer que não sirvo a nada.
Fama que nunca virá.
Me arrepio, preciso disso às vezes
Fama...
Isso está atrasado.
Acho que tenho enormes chances.
Tudo me demora, mas me vem...

6.10.05

005.014

Durante seu trabalho maquinal e robótico, às vezes, nas pausas para fumar, ele fechava os olhos e via planícies. Fios dourados cortavam o céu e aviões caíam e pessoas morriam. Sentia o corpo quente e morria neste cenário, ao abrir os olhos
Antes que percebesse, o trabalho estava terminado. Indo para casa, de ônibus, sentia-se flutuando. Percebia velocidades irreais, como se seu corpo fosse mais rápido que o ônibus. O corpo se perdia da mente. Seus movimentos inconscientes o deixavam desorientado.

4.10.05

005.013

- Olha a luz refletida no chão, olha.
Nada ouviu.
- A parte que me cabe está com você?
Algo ouviu.
- Não, não está comigo.
E tudo se calou.
No dia seguinte, foi na farmácia.
- Dois Prozac por favor.
- Tem receita?
- Não.
- Então é R$ 20 mais caro cada caixa.
- Ok.
Deu uma nota de R$ 50 e mais duas de R$ 20.
- Pode ficar com o troco.
- Valeu!
Foi embora lendo a bula.
- ...contraindicações... efeito... superdosagem... hm...
Abriu as duas caixas em casa e despejou tudo na mesa. Pegou uma garrafa de vinho tinto. Encheu uma taça e começou. Tomou um... dez... as duas caixas. Sentiu-se mal. Sorriu para o céu que estava sob o teto. Caiu no chão. Errou. Flutuou. Sua cabeça sangrava. No mundo real, caiu em cima da taça. O sangue voava. Ele voava. Sonhou que era feliz, voando com as mariposas em volta das lâmpadas.
- Olha a luz refletida no chão.
As mariposas voavam em rasante para o chão e ele foi, sendo guiado pelo líder. Bateram todas contra o corpo dele, e ele sentiu, ao mesmo tempo, batendo e sendo batido. Como mariposa e como corpo inerte.
- Olha a luz refletida...
Acordou. Havia vômito no chão, ao lado dele. Havia sangue em seu cabelo. Foi se arrastando pelo chão.
- ... Olha... luz no sangue...
Ligou a água e deitou onde estava. A água passava e seus cabelos dançavam. Era fim de festa. Os fios se soltavam uns dos outros conforme o sangue semi coagulado os permitia. Casais se separavam, pactos de sangue eram quebrados.
Sentiu a alma subindo pela faringe e vomitou pela laringe. Gargarejou com a água e, sentado, acendeu um cigarro para repor a alma. A fumaça do cigarro e o sangue se igualaram, sangue e água no chão e fumaça e vapor no ar.
Sentiu-se limpo e livrou-se das roupas molhadas. Deitou na cama nu após cortar o pé nos cacos da taça.
- Olha...
Dormiu.
Chegando ao trabalho, acordou. Tinha dormido demais. Talvez por culpa dos remédios, ou talvez porque tivera um sonho bom ou um pesadelo realista. Tinha agora, além das olheiras terríveis, um curativo mal feito nas costas. Seus pés doíam e ele mancava graças às unhas encravadas. Mas já estavam todos acostumados com seu andar torto e suas olheiras. Às vezes, atacavam uns tiques nervosos em seu olho esquerdo. Eles se fechavam e se abriam rapidamente. Às vezes ficavam como um buraco de botão, sem estar aberto nem fechado.
- Você tá bem? - Era uma pessoa que perguntava isso todo dia.
- Tô vivo. - Estar vivo para ele era um suplício, mas servia para que as pessoas achassem que estava bem mesmo sem precisar mentir.

2.10.05

005.012

Fazia tempo que estava daquele jeito. Passando madrugadas à meia-luz, cheias de ideias sobre Lítio e vontade de experimentar a felicidade instantânea do Prozac que um dia lhe contaram. Trabalhava meio período e dormia quatro horas por dia, sendo duas de tarde e duas antes do trabalho (entre as 7 e as 9 da manhã).
Juntava dinheiro para quando achasse alguém. Procurava silenciosamente enquanto escrevia textos mentalmente. As pessoas passavam e ele procurava. Alguém interessante passava e ele imaginava como poderia ser se alguém do outro lado tornasse o contato possível. Usava broches e camisetas das bandas que ouvia, quase sempre desconhecidas, com a intenção única e exclusiva de chamar quem ele procurava, mas os broches nunca diziam nada, principalmente porque ele cruzava os braços sobre eles. Um dia saiu com os braços abertos. Não sentiu diferença alguma. A noite desse mesmo dia ainda corria quando ele recebeu em sua mente a ideia de fechar-se novamente. Veio-lhe a ideia de parar de procurar. Surgiu em sua cabeça uma vontade utópica de suicídio. O sentido de tudo passou raspando por sua mão, mas ele não pegou. Procurava outra coisa. Procurava um milagre, um remédio, uma arma qualquer ou o mais inesperado: uma mão amiga. Por fim, tateou um cortador de unha e produziu uma unha encravada. Tinha o hobby de cultivar unhas encravadas. Limpava-as, tirava pus e sangue delas. Tratava delas com carinho e ódio. Por vezes, enfiava uma agulha quando estava quase cicatrizando.
Ele, com suas unhas, vivia num mundo externo. E a solidão nesse mundo era sufocante, tão sufocante quanto a necessidade de alguém.

27.9.05

005.010

Não, nunca tive ninguém pra contar pra sempre. Um amigo de infância, não, nunca tive. Não tenho mais chance de ter, não, não, nunca mais. Foi isso que me faltou e que vai faltar sempre, sempre, sempre. Quando ainda havia chance, não tinha noção alguma do que ia fazer comigo. Noção nenhuma mesmo. Estou cansado, barf barf, preciso dozmir, dormir, ZZZ. Não posso mais viver desse jeito assim chato, tec, tec, sabe? Tec. Não vou ter filhos, coitados, filhos pobres não. Dinheiro dinheiro, Tec, salário pouco, tec. Clic. Ronc. Rip.

1.9.05

005.011

Just holding untill the final day come...
Buuull shit.
Spong Bob laughs and points at my face.

É profundo demais pra escrever.
Não tenho essa habilidade.
Fuck...

Drawing.

30.8.05

005.009

Não há porque correr atrás de conhecimento.
Ele nunca vira pleno, por mais insistente que se seja. Não há pois, motivos de ler, nem de escrever.
Agora o que se corre atrás de dinheiro. Muito dinheiro. Tudo é dinheiro. Muita coisa tem sido jogada fora por dinheiro. Isso é coisa que comunismo algum resolve. Nem mesmo a anarquia utópica. Estamos acostumados a consumir com a ilusão de que seremos melhores. Acostumados a tentar saber mais e mais até que vamos para debaixo da terra, como todos os mais burros e os mais inteligentes. A jaziga pode ser gigante ou minúscula, seu peso é o mesmo. A força da gravidade é a mesma para todos. Leis nos imperam. Física, química e Inglês reinam. Imperar. Tudo que foi conquistado perde o valor, e os valores em si se perdem. "Um" não muda nada. Sozinho a gente não vale nada. As idades se igualam. Anos não valem mais nada. E no final, paranóico e enrugado, termindo sentado escrevendo a quem for. Agora que tão perto da função de todos. A função de "deixar de existir". Tudo tem essa função. Quando algo alcança esse estado de "não-existência", deixa de existir. É por isso que as coisas acontecem. Por isso nada é estático. Não sei, não sei. Falei sobre coisas muito espalhadas. Acabo aqui com a sensação de que estou prestes a cumprir minha missão... E acabo de dar um função a esse texto; que ele deixe de ser texto.

*TEXTOS MERAMENTE ILUSTRATIVOS

Drawing.

29.8.05

005.008

Drawing.

- Can I throw this paper away?
- Yeas!

Kaufmania!

Tão provisórios existimos
não. Shhh.
Quieto para mim
Acabou.

17.8.05

005.007

Ode To The Present Days

Sometimes I feel a strong (strange?) urge to write. But there's two things:
1- I don't have anyone to write to
2- I've got anything to write about
So, I'll just write about my lack of things to write.
Well, I'd like to describe tragic-comic conversations. Between lovers, if I can... But there's corruption, the politicians, and there's the no-one people, "happy knowing nothing", and there's the all-mighty people.
I'd love to pass trough my days without resentments. I want time to sleep, time to be free. I need the things I have now with the things I had before.
I need my girlfriend, that one I love, and I need her in my city. I need my time and my "schedule freedom" and I need money.
I want to do nothing and get everything.

Even if I was alone, crying with my ghosts, it would be better than now...

IT ALWAYS CAN CHANGE TO THE LEAST.

TOMORROW WILL BE WORST.

:(

Guess she isn't coming. "I'm not" responsible enough to rent a place for us.
Besides her, everything is falling appart...
fallin'... fallin'...

"I lost my personality
and my touch with reality
I'm not the one I used to know
No-no-no, I don't
Well, I know.
Well I know
I am fallin'...
fallin'..."

What can I do about it all?

"Conclusão: Sozinho a gente não vale NADA!"
"E daí?"
Cântico dos cânticos.

15.8.05

005.030

Vida e morte de Elisio Xisaka - O Dono do Mundo

Psss, e assim vaza o globo inflável do dono do mundo, psss

Como dono do mundo, sinto-me no dever de informar que a causa mortis é sempre indiferente. Caso sinta necessidade de matar, não mate quem quer vier, mate quem quer matar.
Wow, morte é uma coisa da qual ninguém gosta. Pelo menos ninguém normal. O blog do dono do mundo vai ficar vazio assim... melhor!

Viva o Onanismo Cerebral!

"Vai Morrer!"
0,2,6,8,4
5
1,3,7,9
psss...

***

Dono do mundo tem um gerador de números primos

2,3,5,7,11,13,17,19,23,29,31,37,39,41,43,47...

"Cala-te
Enquanto somas e divides, subtraio e divido."

"Vai Amerda!"

***

Novidades do dono do mundo

O médico de mim mudou. Mudou de lítio para tegretol. Eu não tomo quando mais preciso, o que adianta?
Se eu não tenho vice, nem filho nem irmão, o que acontece com o mundo quando eu morrer?
{Dinheiro, mulheres, bebida, nada o atraía.}

"Vai, troxa"

***

Único, único, único

Estou me sentindo tão único hoje! Goste do médico e sua atitude!
Se eu morrer, ele não almoça! Sou tão único!
Por que pagar o almoço de quem me faz negar meus desejos?

"Vai Indo"

***

Testamento de um Presidente (ou testamente de um presidento)

Um pequeno momento de glória. Glória Maria!
Não vou tomar o remédio novo, ele me cheira a pêlos pubianos sujos.
Mesmo que me cheirasse àquele pãozinho com mortadela das madrugadas de domingo pra segunda...
Devia estar trabalhando, mas acho que não vou receber salário este mês.
Dois empregos me cansam.
Chega desse post.
Tô começando a me lembrar porque saí do Orkut...

"Vai Calda de mocotó?"

***

Tchau. <- br="" silepse="">
!

"Fui"

***

Fui internado.
De novo.
Acho que me deram overdose de lítio.
Tá, exagero meu...
Tô bem melhor agora...
"?"

***

oUso

Quero ir. Tá grande demais aqui tudo...
Não quero ajuda.
Totalmente o contrário.
Quero que me deixar quando
baterem e eu não responder.
Droga.
O Dono do Mundo quer mudar para outro Mundo

"Vai Dade".

3.8.05

005.006

Drawing.

Preciso de um pouquinho de vida. Changing. Ilusão do desejo...

2.8.05

005.005

Eu sou a pessoa mais estúpida do mundo.
Vamos nadar comigo?
Nada Nada Nada Nada...
Não.

005.004

Penso em que fazer. Quanto mais estudo, mais trabalho, mais responsabilidade, mais dinheiro. Não acostumo. Não posso ter mais que já tenho. Não sou especial, não sei como fazer nada de extraordinário, ninguém vai pagar para eu fazer uma coisa natural pra mim. Posso monitorar? Quero um cargo de confiança aquele que se eu não fizer nada não prejudico ninguém. Quero quero QUERO. Egocêntrico do caralho. Não dá pra ser feliz...

25.7.05

005.003

Aqui dentro, o tempo não passa. Passa, mas não o vejo. Sem mudanças na iluminação, na temperatura e na umidade. Tudo controlado. Não é confortável. Não sou tão assim quanto você. Só tô procurando a felicidade em um cubículo branco. Nice! ... ela tá lá em casa...

005.002

Não vou começar com "talvez". Não mesmo. Posso começar com "Minha namorada é minha vida". Na verdade, apenas isso já pode dizer muito mais que o resto de tudo que já escrevi. Minha namorada, ela, é a minha vida. Tento dizer outras coisas, pensar em outros assuntos, mas não. Minha namorada é a minha vida. Não posso (clichê) perdê-la. Ha. Não resisti. Não mesmo. Minha namorada me tem. Eu sou tão chato às vezes. Quando ela me mostrar que não somos só nós dois no mundo. E que eu não estou na minha casa quando ela está lá. Para mim que eu já escrevi demais. Ou eu estou lerdo, ou minha letra diminuiu...

13.6.05

004.105

"É Final!"

Mais um final.
Final de dia
de caderno
e de ânimo.
Vontade passou
A vontade de passar,
passou.
Quero ficar junto
sem precisar de mais nada.
QUero precisar de mais nada.
É o final.
Preciso do final desse tédio.
final da vida e do sono sem poder dormir.
Final da desigualdade,
da luta injusta.
entre mim e esse sistema de "trabalha-dorme".
Porque eu não consigo dormir
nem trabalhar
na hora de dormir e
na hora de trabalhar. Final! Fim.

10.6.05

004.104

Minha muralha de vazio
caiu.
Justo no momento em que mais preciso!
Estava até feliz com ela
Ainda estou, ainda bem
É uma pena que há um que não devo,
mas pago.
A ignorância, minha ânsia, não se esvai
nem se esfoi.
Os resultados esperados devem ser obtidos
com quem fez curso superior.
Não, minha cama é só minha.
Só nela é quem eu preciso que seja.
Não devo, não pago, ignoro cobranças.
Amo minha presente
e o passado nunca amei(-me).
Só uma que pago sem dever,
só uma.

2.6.05

004.103

"Impessoal"

Me privo a notícias,
tudo que penso
penso pra mim
nada pessoal

Meu silêncio
me agrada.
Não digo nada,
nada pessoal.

Sobre os outros,
hoje converso,
não mais confesso
nada pessoal.

Nada mais digo,
assunto meu
não mais sou,
nada pessoal.

30.5.05

004.102

Got a fuckin' alergy
That's eating my hand
Got a beautiful wife
That's messing with my band
Went all of the way down
Cause I want to see
want' o see
want' o see what's there!
There there there...
Oh, when I saw him walking
I remember from the past
Used to be a dope
Hey, guess who is fucked'?
who is fucked
who is fucked!

My man
he said
that we
were gone
from life
For ever!
There there there there...
BUNKIE?
NO!

23.5.05

004.063

Entre os dias
de vida e morte
o que poderia fazer?
Arranhar feridas.
Não mexa na cicatriz.
Cabo amarelo e
tampa azul
Cores não fazem diferença,
é tudo tão triste.
A fita escapa do encaixe
e é comida pelo leitor.
Inutilizada.
De novo
Fading out gracefully.

18.5.05

004.101

"Só Queremos Ser Felizes"

Me encontro sentado em meio a tantos
com mesmos desejos ou não.
Pensam alguns em novas amizades
pensam alguns em estudar em silêncio
Pensam uns outros em cada um destes
assim que lhes for conveniente.
Não participo pois me acomodei a não participar.
Adoraria ser qualquer um que não eu,
qualquer um que não desejasse ser outro.
Talvez não a escrever,
mas a contar piadas numa reunião
ou a tirar dúvidas de tudo que não como quem hoje sou
Pensaria eu algum dia em ser social?
Curtíssimo plantel de amizades anônimas
"Obrigado", "Com licença", "Isso é seu?" não fazem sentimentos surgirem.
Apenas me faz ver que existo
e que compartilho dos mesmos sonhos
que esse mar de gente
"Só queremos ser felizes"

10.5.05

005.023

"Mas não podemos desistir!
Bem agora, estamos perto!"
gritou alguém.
"Precisamos cuidar de nossos filhos,
de nossa terra, pra depois pensar nisso"
"Não!
Perto demais pra desistir!
Jogar todo o trabalho fora?"
"Sim!
Está acabado. Sim."
E assim foi.
O grupo dos favores passou então a ser
a favor de sonhar
mas contra realizar.

9.5.05

004.100

Ao fim do dia
não me encha de perguntas
sobre como me sinto
Não tenho imaginação
para te inventar uma resposta.
Digo "não sei" ou
"por que eu quero"
e isso é a minha verdade.
Se não lhe faz sentido
não me insista,
não me pergunte.

19.4.05

004.099

Saudade que aumenta
aumenta a distância
Não posso perder o que não tenho
Broxei lendo Camões...

18.4.05

004.098

Todas essas coisas
os milagres da engenharia
os odores passados
pessoas que me lembram pessoas que eu queria esquecer
ícone da ultra violência em mãos
pássaros livres como só eles
formigas, homens e carros passam carregando
fica mais e mais triste.
e mais e mais triste.
quem garante que se eu pular
o fim chega antes de acabar a queda?

o culpado da péssima letra é o ônibus!!!

14.4.05

004.097

Menos uma semana, menos um mês
Não surpreenda-se se me encontrar morto
ao fim de um dia qualquer.
Assim que o meio me alcançar,
o fim será concretizado.
Não tenho vontade de fazer algo
sem saber por que é feito.

12.4.05

004.096

Um pomar de demais.
Um pé de demais.
Pego um demais
do pé de demais
e como demais.
Demais descendo pela minha garganta
O pé de demais está de pé.
De pé demais ele está.
Em meu estômago, chega demais.
Demais. Pé de demais.

10.4.05

004.094

Como saber se esqueci de algo?
É insuportável saber que não lembro de tudo.
Se ontem fiz algo e não vi,
então fui eu quem fez?
Eu não estava presente
e não sei se há algo para me lembrar.
Ao menos, sei de algo para me esquecer.

004.093

O sono que vinha, eram olhos pesados
Insônia implacável.
As almofadas de pano sintético cricrilam...

9.4.05

004.092

Parece também que tive perdas de memória para fatos recém ocorridos.

Perdi raciocínio na área de Ortografia.

004.091

Primeira vez

Os efeitos começaram
Minha letra está pior
Ouço o travesseiro borbulhando
Enquanto me movo, sinto tonturas
Restos de objetos deixam rastros em meu olho.
Muita sonolência, nada de fome.

8.4.05

004.090

Desejo é inerente, a traição é opção.
Queria me dar a chance de novas amizades
e um provável relacionamento,
esquecer que amo alguém que está distante demais
lembrar de quem já fui, um presente virtual.

004.089

Uma primeira semana
que foi mais um ano
foi um semano.
Interessante e cômica,
muitos risos sonolentos.
Dê me calor
para que eu mude
de estado mental.
Estou sólido.
quero leveza do gás
para voar em ares que entram
pelos orifícios.
Minha língua sangra.

7.4.05

004.088

Me parece boa
a síntese dessa rotina
Me impede de pensar o mal
pois me impede de pensar.
Não me deixa fazer maldades
pois nada mais consigo fazer
além de seguir a simples rotina.
Sim, é um gran finale essa rotina.

4.4.05

004.095

As quinas das paredes se dobram enquanto eu passo.
Majestade das portas me sinto.
As bolas azuis que me diziam,
só as vi quando olhava o céu.
Apareciam sirenes de polícia sem viaturas
O relógio se duplicava e os traços de meu corpo se desfaziam pelo ar.
Cabelos da época em que os tive me caiam sobre os olhos
(Tentava tirá-los, mas não estavam ali para isso.)
Não estavam ali. Teias de aranha.

1.4.05

004.087

Há pressa num tempo que não passa
Há pressa, pois não só o tempo
mas nada tem passado
Há fim por este caminho?
Há pressa de viver e de morrer
(o que vier primeiro)
Há pressa de sair disso,
vida-morte-vida-inerte.
O que não há, além de nada?
Há leis de antigos
e há leis de modernos.

004.086

À Quem Interessar Possa

Se tivéssemos a chance de nos falar
quando colocasse a hierarquia social de lado,
mesmo assim, não saberia o que quero que saiba.
Não sei me expressar,
sequer com meus iguais,
com você não seria diferente.
Sua beleza me atrapalha,
mas mesmo se fosse monstruosa,
não falaríamos.
Não tenho chance alguma
de pensar em conhecer-te,
por imposições que me colocaram
quando infante.
Levei à sério os conselhos
daquela que botou no mundo:
"Não fale com estranhos"
"Não beba, não fume"
"Não seja feliz."

004.085

Hoje verei o que a T.V. esconde
A feiúra de quem não é tão belo
Na T.V., a jovem me parece tão bela
Sua vozinha suave, sua capacidade de atuação
Veremos hoje se é assim ou se há correção
Sim, sim, verei quem é a verdadeira
a beleza irá me espantar e me escravizar?
Será que serei escravo de um amo ausente?
Condenado à nada fazer, estou?

O dia em que vi Débora Falabella em carne e osso. Ah, mais um primeiro de Abril sem mentiras (?)

31.3.05

004.084

Se todo amor fosse inspiração
seria o maior autor de todos os tempos
Se a solidão fosse felicidade
seria o homem mais feliz do mundo
Se toda paz trouxesse calma
não me entediaria jamais.
Se todos os relógios marcassem o mesmo tempo
morreria bem mais tarde.
Se a terra do sol nascente fosse minha morada
hoje seria amanhã.

004.083

Such a pretty girl
Siting beside me
Such a fat boy
Sitting opose her
I really don't care
Don't care 'bout how
do they do.
My mindless words
are going from my brain
to my fingers
to my notebook
And nobody will read
even when I try to show
while I'm hiding
to mess with their curiosity.
It isn't working
Tomorrow is my last day here,
so, the social relationships
are going to start all over again
From zero to nothing
There's no difference.

30.3.05

004.082

Muito bom
quando se percebe
que não tem a quem
se virar.

Noites solitárias muitos têm
Dias solitários nos mantem
À qual solidão prefere correr?
Com as pernas mudas de raiva.

Viva estar sozinho
Produto de uma vida
psicológica e maéstrica
não traz alegria alguma.

Espaços para separar
mais e mais frases
nenhuma com nenhuma
ninguém com ninguém.

28.3.05

004.081

Antes só
do que não acompanhado.
O fantasma da tua ausência
me faz pior que o meu assombro anterior.
Antes havia a esperança de, a cada dia,
poder encontrar quem se junte a mim,
agora, me impede de procurar por achar ser
aquela pessoa, mas duas peças iguais
não se encaixam.
Com uma peça errada a meu lado,
como poderei encaixar a certa?
Prefiro vazio sem você
a vazio por você.

24.3.05

004.080

Em que eu pensava mesmo?
Em fazer jornais novos
com notícias da Antiguidade?
É para minha própria proteção
que eu me isolo de mim mesmo.
Faltam muitos dias ainda
para que os armários se abram
Os fios escapam
a energia não chega a seu fim
Seguir a ermo é clichê demais
clichê demais para mim
Temos aulas, não aprendemos
Não aprendemos nada
Perdido no vazio
Onde há menos solidão
é onde não há ninguém.
Narciso e seu círculo amoroso
Eu, eu, eu, eu, eu, eu
desisto.

22.3.05

004.079

Sei
Que talvez só por mais uma vez
Pudesse te reencontrar
Entre os locais que me perdi
Não que eu não ligue mais
Essa importância que dou
Não mais me importa

Sei
Que quando dissemos adeus
Foi uma morte para mim
Que fique por aqui, assim
Do jeito que eu não sou
A diferença é igual
Sempre será a mesma
Incoerência d'um casal

Não vamos mais nos prolongar
Agora que já acabou
Não podemos esquecer
Que sempre vou te amar
Enquanto não te ter
Enfim.

004.078

Estou com raiva de tantos amores, já não ligo para o poeticamente correto, o que eu escrevo não faz sentido a quem escreve nem a quem lê...

16.3.05

004.077

Estranho vírgula muito estranho vírgula chega a me dar arrepios reticências o que fazer com isso ponto de interrogação nada ponto de exclamação quanto à vírgula vírgula não sei mais o que fazer com elas ponto final

004.075

Um homem que prende animais selvagens nas grandes galerias do esgoto (daquelas que só existem em filmes). Pássaros em gaiolas. Solte uns humanos lá também e ligue a camera. Interessante, humanos calmos até perceberem o que está acontecendo. Corrida, perseguição. Os dentes estraçalham a carne enquanto os que fogem ouvem ecos (daqueles de filme) que não conseguem saber de onde vem. Desespero. A carne pressionada contra as grades da jaula. Tentando sair por entre as grades, mais dentes estraçalham, deixando um resto de corpo pendurado na grade. Mais humanos. Nova cria de animais. Se isso se tornar rotina "hereditária", perde o "sentido violento". Os mais fortes sobrevivem, a não ser que o mais fraco contrate guarda-costas.

004.076

A alegria e a felicidade residem na euforia de obter o que há pouco não tinha.

Nota posterior: Alegria/felicidade NÃO UTÓPICOS. Não o conceito de que felicidade é entender tudo de modo pleno (tudo de si).

14.3.05

004.074

NADA abala as rotinas destes estranhos que me rodeiam. Almoçam e viram os olhos em minha direção enquanto passo e eu, como se fosse o centro do mundo, dou um passo maior que a perna e descubro que não tenho pernas. Surpresa! A rotina continua rotina.

004.073

Ôdor

Ali está fedendo.
um fedor que não me permite dormir.
Fedor insistente, entristece, vetorial.
Rua de mão única é o fedor.
quem derra fosse dissipado esse odor.
Odor, fedor que me rouba alegria.
Alegria do odor que nunca tive.
Fede como quem não sabe existir.
Exalando ainda, infinitamente.
Insistente, esse fedor perdura.
E assim, sem sono e fedendo
Vou seguindo com esse ODOR.
Amor seria esse odor?

004.072

Queria sentir tua presença
em algum lugar que não
minha frágil imaginação
É quebradiço meu eu.
Sozinho demais, apesar de contigo
Somente em pensamentos sozinhos
Estava tudo muito perfeito
até que as palavras apareceram
Olhávamos para o mesmo lado
e compartilhávamos sonhos,
mas meus pensamentos insanos
surgiram do meio do azul
que se tornou minha vida
sem a sua física.

9.3.05

004.071

Procurando inspiração em objetos do cotidiano.
Não achei.

7.3.05

004.070

Não me sinto bem novamente. Sinto saudades como se estas fossem eternas, mais eternas que qualquer amor. Talvez não seja saudade "indefinida", mas sim saudade de carinho. Amor, como a saudade, é um imã de sofrimento. Amor É condicional, saudade não. Chego a pensar que minha TRISTEZA é incondicional. E volto a repetir, com outras palavras, que eu deveria terminar tudo. Amor, saudade, tristeza... ah! Amor é vida. Sim, deveria terminar o Amor... O resto é conseqüência!

3.3.05

004.069

Ir à igrega é como ir a um "RPG Live Action". Pega-se um livro com várias histórias fantasiosas e transforma-o em verdade absoluta. Então, encarna-se o personagem. Como num RPG, há uns douds que se esbalda, crendo que é verdade. Esquecem de sair do personagem e esquecem que os livros que seguem são apenas fantasias. RPG não é coisa do Demônio, nem a Igreja. As pessoas que o são.

1.3.05

004.068

Quando foi que aconteceu
Porque houveram mudanças?
A vida que se resume ao fim
Fim que não chega.

Escritos meus que não entendo
Ídolos que são piores que eu
é a falsa-idolatria
causada pelo órgão
em que todas as veias
se encontram.

Copio músicas antigas
para renovar o guarda-roupa.
Gaveta de memórias escuras.

004.067

Ficando mais velho
e cada vez mais só
Pare para pensar
sobre a vida que tem levado.

28.2.05

004.066

Primeiro veio, parada
andando pela estrada
parou na escada
não estava enganada

Então, do nada
com a leveza d'uma fada
me enfiou a espada
no amor que lhe enfada
Que puta cagada.

004.065

Nada enfada escada parada cada fada nada estrada

Cagada

004.064

Todos têm finais felizes
e eu sou exagerado.
Que diferença faz?
Não te conheço.
Volúvel.
Calor gelado.
Faz parte de mim
mas de tão longe
não mais me reconheço.
Sobre-luz.
O espelho distorce

22.2.05

004.062

Drawing.

004.061

Carros e pessoas
que passam ou não
me deixam desertos
Areia é asfalto
Ainda há ruas de pedras.
Quinas quebradas
invadem os muros
Mas não o meu.
Carros e pessoas
me deixam bege
passando ou não.
Cadarços esvoaçantes
de um tênis voador.
Céu por entre prédios.
Areia é asfalto.
Passando ou não.
Não me dói
o que me pertence,
me dói o que é teu.

004.059

Um Belo Homem (Versão de This Charming Man)

Pedindo carona
numa rua, desolado
serei um Homem algum dia?

Quando num belo carro
Um belo homem

Por que se preocupar com a vida
quando o couro é macio
no banco que estou?

Eu sairia hoje
mas não tenho algo pra vestir
Ele diz: "me espanta
que alguém tão bonito se importa"

Um garoto com fraldas
que nunca soube seu lugar
ele disse "devolva o anel"
(ele sabe tanto sobre essas coisas)

004.060

Tanto amor que te dei
Me obriga agora a escrever
Não há oposto à lei
O responsável é quem faz ter.

A vida ainda não foi gentil
E eu estou sem esperanças
Queria matar quem me pariu
antes que eu saísse da pança.

Mãe, cuide, você deu a vida
eu nunca quis isso tudo
mate-me quando for pedida

Por que me tirou do veludo
Tempo passa, merda unida
Já estou todo peludo.

PFFF. sem sentido

18.2.05

004.058

Caramba, não era eu!
Apenas por ter escrito
Rápido e impensado.
Outra pessoa eu era.
Lógico que a amo.

004.057

Fóda que, depois de tão
Longo tempo (nem tanto),
Ainda não esqueci de nada.
Vejo-te ainda como te via
Infelizmente não mais a vejo.
Ainda assim, um dia a verei.

Como posso eu
Amar alguém que
Rouba meu tempo
O preenchendo com
Lapsos de vida.

Te contarei a verdade.
Outrotra, achava que amava,
Do contrário, não rolava.
Agora sei do que
Se travava: paixão.

004.056

Consegui esquecer tudo
Aquilo que tanto
Me deixa tão
Incomodado?
Lavo as mãos.
A culpa não é minha.

Logo com ela não fui
Íntegro? Tantas que me
Vêem tão bem, não me
Integram a mais coisa
Alguma nessa cidade...

004.055

1-2-3

Primeiro, foi imposto.
Segundo, foi sozinho.
Terceiro, foi separado.
Quarto, foi conveniente.
Quinto, foram restos.
Sexto, foi imposto, sozinho, separado, conveniente e restante.

004.054

Seus dias eram cada dia mais vazios. Durante a madrugada, ia para o quintal, deitava sobre uma toalha, se cobria com outra (ambas pegas do varal) e olhava o céu. Abraçava sua vira-lata, e olhava o céu. Pensava em textos, e os recitava em voz alta. Depois pensava que não precisava dizer. Só ele ouvia mesmo, ele não precisava falar para poder saber o que pensava. Era só pensar. Ainda se tivesse um gravador... Ele achava que se alguém estivesse o observando, teria como ler seus pensamentos. Imaginava um planeta criado para ele. Havia sido criado para ele ser observado por um planeta muito maior. O que as pessoas desse planeta maior chamavam de cidade, ele chamava de planeta Terra. Era uma cidade Terra, em que tudo girava para ele. Todos eram "convidados" ou "atores" para apenas entretinemtno da população do "planeta maior". Mas sua cachorra lhe mordia a mão e ele perdia o rumo do pensamento... para sua sorte. Viu uma "constelação" em forma de taça, e assim, calou os pensamentos e foi tentar dormir na cama.

17.2.05

004.054

Drawing.

004.052

As duas maiores tragédias (as únicas) do mundo, segundo Wilde, haviam lhe acometido: Ele tinha o que queria e ele não tinha o que queria. Ele queria uma vida tranqüila, uma "normalidade". Mas ele queria ter o que fazer. Queria conversas. Não sabia se era pior ter ou apenas querer ter. Era uma idéia extremamente platônica. Tinha medo de tudo que estava para vir. Tinha medo do que tinha e tinha medo dos resultados do que fazia. Tinha medo de dormir e tinha medo de ficar acordado. Queria ser mais, mas se fosse, ia querer ser mais baixo. Queria ser burro, mas queria escrever mais. Impossível saber o que queria. No momento, queria viajar no tempo. E só. Mas provavelmente se arrependeria de mudanças feitas, e as faria de novo, até que morresse por acidente. Mas não era possível viajar no tempo, então, não havia o que se fazer. Mas tinha medo de fazer nada e tinha medo de uma palavra. "Mas".

15.2.05

004.051

Ficou um dia sem tentar escrever nada, apenas havia copiado uma placa de uma enciclopédia. Estava no tópico Apartheid. Estava melhor da gripe, mas não curado. Ainda não conseguia dormir. Estava gravando uma fita com músicas tristes, na qual havia colocado um aviso: "Warning: This tape may cause tears". Finalmente virou a folha em que havia o mosquito morto e pensou em qualquer outra besteira para escrever, mas a música estava acabando e ele tinha que parar a gravação para trocar o CD.

13.2.05

004.049

A morte do mosquito ficava martelando na sua cabeça, principalmente depois de abrir o caderno novamente. Tinha controle sobre algo afinal. Controle sobre os insetos que o rodeavam. Pelo menos dos mais lentos. Mas não era um controle total, só de vida e morte. Pensou em si como deus. Se Deus houvesse, teria ele controle sobre vida e morte somente? Apenas os rápidos o suficiente escapariam. A não ser que se matesse longe do mundo d'Ele. Ficou divagando sobre essas besteiras, e dormiu com o caderno aberto.

004.048

Estava com uma gripe que parecia que nunca iria passar e suas idéias não iam para o papel. Não consegui dormir por causa do nariz entupido e do frio que sentia junto com o calor que sentia. Havia tomado um remédio para dormir que acabou o deprimindo, pois, apesar do sono, realmente era impossível dormir. Na TV, apenas dois canais estúpidos (segundo ele) o privavam da alegria e do controle que a TV sempre deu. A geladeira antiga era, por definição, uma Brastemp, mas não era, assim, nenhuma Brastemp. Ficava fazendo "vrum" a noite inteira e ele não entendia por que não havia barulho durante o dia. Na rua ao lado, alguns rapazes "normais" tinham reuniões que viravam brigas que viravam risos que viravam silêncio e assim sucessivamente até exatas 2 horas antes de o Sol nascer. Mosquitos entravam pela janela e voavam na tela da TV (apesar de estúpida, estava ligada) e formigas iam em direção ao lugar nenhum. Quando as formigas eram mortas, deixavam um mal-odor no objeto utilizado para a "matança", fosse uma mão ou um jato de ondas psico-nucleares. Havia uma bolacha "cream-cracker" em frente ao aparelho de som, mas quando ele tentou comer no início da noite, seu estômago o fez correr ao banheiro e ele acabou se traumatizando. Ele queria tocar violão, mas estava mole por causa do remédio. Um mosquito pousou no caderno que ele tentava escrever algo, e ele o esmagou com a mão. Limpou os dedos na folha e resolvou tentar dormir novamente.

004.047

TEATRO DO ABSURDO

- Sabe que ela até é gostosinha?
- Você nem viu o corpo!
- Mas imagino...
- Deixa eu ver?
- Ver o quê?
- O mundo perfeito.
- Onde?
- Na sua cabeça.

* * *

- Por que três?
- Se eu fizesse dois, ia perguntar por que dois?
- É que você sempre faz três...
- Se eu fizesse dois...
- Não, não perguntaria.
- Estranho, normalmente perguntam o porque de se QUEBRAR o comum...

* *

- Por que dois?
- Pra quebrar a rotina.

004.046

Não me reconheço no espelho
Não sou mais eu quando corro
Novo caderno e novo livro
Novas camisas de cores berrantes
Aaaah!
Também estou berrante
sem cabelo
Terei perdido personalidade?
Não há como desfazer.
nunca há.

"I want to be flexible"

"This text is protected by the copyright's law from U.K. and is exclusively licensed to use under permission of the writer or of the publisher. Not for sale. Recommended for matures for explicit content and reality's truth."

O rapaz que escreveu o texto acima não sabe inglês.

12.2.05

004.045

Drawing.

Baixo de 2 cordas perpendiculars que vi no meu sonho. (X-BASS)
As notas mais agudas das duas primeiras cordas (que só tem 5 casas neste baixo) são feitas nas outras cordas. As 2 cordas na parte inferior do baixo sào tocadas com apenas uma mão, usando-se TAPs (não sei se o nome é esse).

004.044

Faz de conta que eu seria mais feliz se você estivesse aqui.
Finja que não faz diferença o que você diz e faz.
Corrida de obstáculos.
Todos os obstáculos correndo pra chegar até mim.
Eles não existem só quando penso neles.
Eu queria saber desenhar.
Queria ser original.

7.2.05

004.043

I'd like to take new pictures
With new scenarios
With new people
But they've stolen my camera

6.2.05

004.042

Ainda com saudades estranhas, querendo arrancar você do meu peito. Chega a doer fisicamente. Tenho vontade de jogar tudo pra cima pra ir te ver de novo, mas, e depois, o que eu faço? E como vou? E toda a pressão "ideológica" que ando sofrendo? Conflitos internos. Tem sentido ficar sozinho pra sentir como se estivesse com você? Tem sentido ficar privado de ti pra não conseguir te esquecer? Você está longe, mas poderia estar mais. Sou eu quem está distante.

4.2.05

004.041

Sozinho no mundo, tentando encher uma página inteira deste caderno sem utilizar letras grandes. Posso falar sobre a falta de assunto? A falta de sonhos? Está tudo faltando em minha vida, e o que posso fazer? O que pode ser feito com uma pessoa desiludida, sem sonhos, sem vontade? Vivendo só pra... Pura conveniência. Vou tentar escrever sem metáforas. Sem ser um texto-legenda-para-foto-do-momento. Estou indo para minha cidade natal neste fim-de-semana e espero ter a chance mostrar algum texto, conhecer alguém novo, pegar e-mails, encontrar velhos amigos, essas coisas... Bom, já foi quase metade da folha. Não conheço ninguém com autoridade pra nada. Não tenho nenhum amigo negro e sou preconceituoso com ignorantes, mas acho que não é bem preconceito, pois "ignorante" não é algo que possa ser visto fisicamente. De certa forma, as atitudes denunciam, mas se alguém disser que É preconceito SIM, então tá. Não vou mudar de opnião sobre ninguém só por que estaria sendo preconceituoso. Bom, eu preciso deixar um pedacinho da folha pra colocar hora e data e vou fazer o espacinho ali já antes que eu passe por cima dele. Pronto. Só falta preencher com os minutos. Uma folha de nada vezes nada. Ha!

004.040

Drawing.

004.039

I wanna disappear.
Mommy asked me
"What in life
would you like to do?"

And I said nothing
Don't want to tell her
That I wanna disappear

Nevermind...
I was just copying
again.

3.2.05

004.038

Drawing.

Eu escrevo torto por linhas certas.

Beauty.
Gorgeous.
Shaved.
Fucked.

A cidade do cosmos não é tão
ruim assim.
Já perdi a noção do tempo.
Um dia é devagar, ->
<- um ano, rápido

004.037

Progressão pobre!
Veja as lágrimas saindo do meu ouvido!
Sinta o gosto dessa luz.
Decifre o que eu penso
e me conte tudo sobre mim.
Preciso de ajuda pra passar pra palaras
os sentimentos mais superficiais.
Eu sou Tender Xasika.
Que meu dia seja cheio de vazio.
Descrições de meu quarto
feitas por um "eu" drogado
que esqueceu de se drogar.
Está des
             mon
                    tan
                         do...

1.2.05

004.036

Não consigo parar de não conseguir dormir.
Que fazer? Queria escrever algo,
pra ver se pego no sono
enquanto escrevo.
Sem nexo.
Penso, logo existo.
Os cantos da madeira
estão a queimar.
Quem conta as bordas da madeira?
Quem borda os cantos a queimar?
Sapatilhas amarelas e meias azuladas.
Deixando rastros brilhosos
na mão que te esmaga.
Eu não sou do mal, devia ter tocado fogo neles.
Onde a luz das estrelas impede a visão do novo dia.
Eu devo estar mal mesmo. Não quero mais furos.
Não há mais unhas a serem roídas,
nem palavras a serem escritas.
Não hoje.

30.1.05

004.036

Crônicas de um Amor-Mutante

Título para livro.

Não me sinto bem.
Nem um pouco bem.
Não me faço bem.
Nunca me fiz bem.

Lembranças amorosas.
Tenho namorada agora.
Nunca fui bígamo.
Nunca confie em mim.
(nunca confie em ninguém que diga NUNCA ou SEMPRE)

Te amei pra sempre.
Amo pra sempre.
Só muda a amada.
Amada-mutante.

Amor é desejo?
Amor é amizade?
Amor é ódio-bom?
Ou tudo junto?

004.034

Peço que não espalhes a notícia
disso que ando a esconder.
Não espalhe que sinto saudades
e que te evito olhar pois...

Finja não ouvir, mas antes de esquecer
responda.
Esqueça por que peço, por favor.
Se eu pudesse, esqueceria.

Continuarei evitando.
Temo que eu perca o que tenho e admiro.
Espero que seja apenas saudade da amizade.
Desculpe. Me encerro aqui.

Não. Estive relendo versos e textos antigos que fiz pra ti, deve ser apenas sentimentos nostálgicos que me inundam. Desconsidere tudo. Ponto final.

004.033

Como poderia sair daqui
sem ninguém perceber
pulando por ali
depois é só correr

Não, me pegariam
Não me pegariam

Passando pelos vasos
nem pisaria na calçada
entro n'ônibus ao acaso
desço em qualquer parada

Não, me pegariam
Não me pegariam

Só espero estar vivo
vivo em liberdade
pra te ver sem privo
ter felicidade

Não, me pegariam
Não me pegariam

Depois poderiam
me pegar a vontade
e me matariam
acabariam com a saudade

004.032

Alter-Paleta

Tão maquinal essa letra.
Impessoal, chega a ser.
Parece que meu ego-alter
Me roubou minha caneta

Estou agora maneta
Dessa mão a escrever
O que tem a dizer
Tu, alter-paleta

- Sou dono do corpo.
- E eu da mente!
- Me deixas torto!

- Ao menos sente!
- Prefiro morto.
- Não tente...

28.1.05

004.031

Adeus, mundo cruel
Hoje vou te deixar
Adeus, adeus
Adeus

Adeus todo seu povo
Não há nada prar se falar
Para mudar
O que penso
Adeus.

COPY... OF A COPY... OF A COPY...
STOP COPYING
START CREATE

004.030

Não preciso
De braços e abraços
Não preciso
De drogas pra acalmar
Eu já vi
O concreto e o aço
Não preciso de nada além de ar!
Não! Não! Não preciso de nada além de ar!
As coisas são assim
Só mais um pedaço do muro.
Esse é o fim
Cada vez mais escuro.

004.029

Mãe, você ouviu o telefone tocar?
Mãe, você me deixa namorar?
Mãe, queria tanto fugir de você!
Uh.. Pah, tenho tanto a te dever?

Calma meu filhinho, não demora
Mamãe vai te isolar do mundo aí fora
Mamãe vai te mostrar planos de vida
E se você fugir, farei feridas
OH BABY... OH BABY... IS IT JUST A WASTE OF TIME

Mãe, consiguirei me alegrar?
Mãe, eu saberei em quem votar?
Mãe, posso trocar esse canal?
Uh.. Pah, minha vida é tão banal?

Calma meu filhinho, vá sem pressa
Evite que mamãe se aborreça
Mamãe troca o canal até cansar
E quando me cansar, não vá ligar
OH BABY... OH BABY... IS IT JUST A WAY TO DIE?

004.028

Tô tentando escrever algo grande, mas sempre deve ser baseado em experiências pessoais, e, aqui NADA tem acontecido. Por enquanto, as duas histórias estão terminadas.

27.1.05

004.027

Era uma sala grande e parecia um salão onde havia sido realizado um casamento, mas tudo estava quebrado como se houvesse acontecido uma briga de todos contra todos. Ele foi andando até o que parecia ser um altar. Havia uma pequena televisão que mostrava um circuito interno de câmeras. Na verdade, uma câmera só. A câmera estava posicionada atrás dele e, pela TV, podia ver suas costas. Uma garota se aproximou, ele so a via pela TV. Estava às costas dele, mas ele não tinha muito interesse, então não se virou.
- O que você está vendo? - disse ela.
- Você. E eu de cenário.
- Tem olhos nas costas?
- De certa forma...
- Tem ou não?
- No momento, sim.
- Mas e na TV?
A garota ficou na ponta dos pés para ver e quando ia aparecer no campo de visão dele, sem ser na TV, a TV mudou de câmera. Agora era uma a frente dele, e não havia nada atrás dele. Ele olhou para trás. Havia uma pequena caixa de som no chão. Bem que havia se achado maior na TV... não era ela.
- Nem tudo que eu sinto é real...
A TV se desligou e religou. Estava de novo mostrando "ele" com a garota atrás. Saiu pela mesma porta que entrou, sem olhar para trás. Assim que saiu, a luz verde se apagou e a vermelha se acendeu. Não se lembrava de onde era o começo do corredor (se para a direita ou para esquerda), foi para a esquerda.

18.1.05

004.026

O mês que passou não mudou nada do que sentia, foi um mês normal, sem mudanças. Ele estava se arrumando para ir à casa. não sabia que tipo de roupa colocar. A idéia de destruir a casa e morrer nem havia lhe passado pela cabeça. Aliás, não havia nem pensado sobre a casa em si. Seria apenas uma aventura. "Morrer seria uma grande aventura", já dizia o menino-voador que não queria crescer como ele. Só que ESTE menino não voava. Ao menos, não fisicamente. Nas noites em que se deitava, quando abria os olhos na escuridão e sentia o toque do horizonte, voava. Não via o chão, nem o teto, então se sentia voando. Até os raios de sol entrarem pelas falhas da janela, privando-o da falsa sensação de bem estar. Andando, foi até a porta e saiu de casa. Foi a pé até seu destino, pois, como diziam, "A casa dos espelhos fica perto de todos os lugares do mundo". Chegando lá, procurou seu RG e o cartão/convite, mas não achou. Havia um homem na entrada.
- Com licença, recebi o convite mas...
- Sim, pode entrar.
- Eu não trouxe o convite.
- Não tem problema, damos um jeito só com o RG mesmo, entre.
- Não trouxe o RG também...
- Só precisamos do número, sabe o número?
- Acho que sim...
Entrou, havia uma ficha a ser preenchida, ele começou a preencher, até que no campo RG, ele lembrou que não sabia seu RG. Pensou: "Nunca conferem..." e colocou vários números aleatórios. Entregou a ficha onde havia pego. Assim que colocou a ficha na mesa, uma porta se abriu. Ele presumiu que alguém sairia dela para explicar algo, mas ninguém saiu. Então ele entrou. Era um corredor com muitas portas numeradas. Em cima de cada porta haviam lâmpadas vermelhas e verdes. As vermelhas estavam acesas e as verdes apagadas, mas havia uma porta em que a verde estava acesa. Ele abriu e estava claro. Entrou e a porta se fechou.

16.1.05

004.025

Agora que estava crescido, não sabia o que fazer. Com seu maior amor em outro estado e sua mãe morta (assim ele a considerava), ficava vagando por entre vagas de emprego, não que isso fosse importante para ele. Tinha dinheiro, se realmente fosse uma emergência. Com o RG e o cartão na mão, olhou em volta. Não haviam muitas coisas em seu quarto. Uma cama, um armário, uma mesinha com papéis espalhados e uma estante com discos, CDs e fitas. Colcou o RG com o cartão na estante e voltou para o que estava fazendo.

15.1.05

004.024

"Felicitações à você. Foi escolhido entre milhares para passar pela casa dos espelhos. Compareça à casa depois de um mês da data de postagem deste cartão acompanhado do RG para que possa passar pela casa."
Recebeu a carta. Essa carta tinha a fama de chegar somente à pessoas profundamente deprimidas. E era o nome dele mesmo que estava ali. Ele tinha namorada que vivia longe. Seria este o motivo de uma depressão. Ele se sentia constante mal, por saudades e por ser impotente sobre a situação. Ele era um espectador da própria vida. Entendia por que tinha sido escolhido, agora que o fora; antes, nunca pensaria nisso.
Normamente davam festas aos escolhidos. Festas armadas pelos conhecidos (pessoas que sequer soubessem da existência do "contemplado"), mas, nesse caso, não houve.
Decidiu manter segredo. Não gostava de ninguém que iria vir e sua namorada não viria MESMO.
Guardou o cartão junto com seu RG no fundo da gaveta e queimou o envelope no fogão, deixando os restos de papel queimado sob a panela com uma comida estranha, porém boa, que havia preparado há alguns minutos com alguns ingredientes que ainda sobraram no armário. Voltando ao seu quero, pensou que nunca usava o RG para nada. Anotava o número em algumas fichas e formulários, mas sabia que nunca ninguém conferia. Talvez quando fosse comprar um carro ou algo grande e caro, pediriam o RG, mas para uma conta na locadora, não. Por isso o mantinha, ou melhor, o esquecia no fundo da gaveta. Resolveu tirar dali o cartão e o RG, ou esqueceria daqui a um mês de seu mais novo compromisso. No RG havia uma foto dele com 9 anos e uma assinatura que jurava não ter feito. Lembrou-se da infância, como todos, pensou em como tudo era tão mais simples... E naquela época, o que mais queria era crescer.

004.023

Óh, grandiosa Glang
Óh, gliterosa Glang
Que vens sempre a correr
Sem nunca fraquejar
Sabe, é por querer
Se algo derrubar.

Óh, decadente Glang
Óh, impertinente Glang
Usas roupas de glamour
Permaneces sempre atenta
Acende como um abajour
Boa música te alimenta

Óh, Glang, Glang!
Só tu tens meu respeito
com ou sem qualidade
Só tu tens o despeito
dessa sexualidade

Glang, glang
Todos que te seguem, boy
se enchem de alegria, joy
Viva o dadaísmo, Andy
Viva o brilho, dândi

12.1.05

004.022

Item fora da história.

Pessoas "reticentes"
Posso tirar que reticente vem de reticentimento.
Me vem a cabeça ressentimento.
E vejo na palavra o prefixo reti e o centimento (sufixo?).
Reti = coisa constante/reta ...
centimento = (?) sentimento
Não temos muito o que dizer. Para um "escritor profissional", quando se usa reticências, pode ser sobre algo que seja tão comum que todos entendem o que está no ar ou algo tão indescritível que cada um tem que pensar por si mesmo ou então... (completem aí vai...)

4.1.05

004.021

Pensou em esquecê-la, pois pouparia sofrimento à ela, ao menos. Começou a tentar, mas pegou no sono. Acordou no horário de seu trabalho e saiu de casa. Foi até a escola e começou a procurar emprego. Havia uma vaga em uma indústria desconhecida, e ele mandou um e-mail para lá, marcando entrevista para o dia seguinte. E lá foi ele.
- Bom dia, eu vim pra entrevista...
- Só um momento.
Esperou, esperou...
- Pode entrar.
Entrou, e na sala onde estava agora havia um homem.
- Sente-se.
- Obrigado!
- Conhece nossa empresa?
- Pra falar a verdade, não.
- Ela não é muito conhecida aqui, mas no nordeste somos famosos.
Após as perguntas básicas, o homem não conseguia esconder excitação das respostas supostamente verdadeiras, dadas ali. Ele sabia o que o homem queria ouvir...
O homem mandou que aguardasse resposta, e assim se retirou da sala.
Voltou pra casa pensando "será que estou mais novo?" e começou a procurar alguma cicatriz "nova" (do futuro) ou algum machucado "velho" (do presente-passado). Não encontrou nem um, nem outro, mas descobriu uma coisa: o ponto de ônibus que devia descer era o próximo. Se levantou, fez sinal e desceu. Em casa, contou a mãe que havia pedido demissão pois havia arranjado um emprego melhor. Era um tiro no escuro, mas eles ligariam em sua casa, e sua mãe perceberia algo errado se não soubesse do "novo emprego"

1.1.05

005.001

H. Ouvindo música francesa?
H. Você tá aí?
M. Sim. Oi.
H. Como vai a escrita?
M. Está fluindo. Vai entender
H. Sinto sua falta... (Not sent.)
M. Na verdade, estou de saída. Cuide-se
H. Certo. Cude-se também.

Something's gotta give.