13.2.05

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Estava com uma gripe que parecia que nunca iria passar e suas idéias não iam para o papel. Não consegui dormir por causa do nariz entupido e do frio que sentia junto com o calor que sentia. Havia tomado um remédio para dormir que acabou o deprimindo, pois, apesar do sono, realmente era impossível dormir. Na TV, apenas dois canais estúpidos (segundo ele) o privavam da alegria e do controle que a TV sempre deu. A geladeira antiga era, por definição, uma Brastemp, mas não era, assim, nenhuma Brastemp. Ficava fazendo "vrum" a noite inteira e ele não entendia por que não havia barulho durante o dia. Na rua ao lado, alguns rapazes "normais" tinham reuniões que viravam brigas que viravam risos que viravam silêncio e assim sucessivamente até exatas 2 horas antes de o Sol nascer. Mosquitos entravam pela janela e voavam na tela da TV (apesar de estúpida, estava ligada) e formigas iam em direção ao lugar nenhum. Quando as formigas eram mortas, deixavam um mal-odor no objeto utilizado para a "matança", fosse uma mão ou um jato de ondas psico-nucleares. Havia uma bolacha "cream-cracker" em frente ao aparelho de som, mas quando ele tentou comer no início da noite, seu estômago o fez correr ao banheiro e ele acabou se traumatizando. Ele queria tocar violão, mas estava mole por causa do remédio. Um mosquito pousou no caderno que ele tentava escrever algo, e ele o esmagou com a mão. Limpou os dedos na folha e resolvou tentar dormir novamente.