9.2.04

Polar-135

Eu sou um cara amador
Na arte de viver
Pra mim, preto é a melhor cor
Pois não se pode ver
Adoro qualquer esplendor
Apesar de nenhum ter
Não gosto de me expor
Mas gosto quando, de mim, vem saber
Procuro por um mentor
Que me ensine a ser
Enfim, sou um cara amador
que ama dor

8.2.04

Polar-134

Após anos e anos procurando
Toda a beleza que diziam haver
Encontrei num local tão simples
Um local tão assustador
Vão a um cemitério
E verão o local
Onde todos são iguais
Ricos e pobres
Amantes e sofredores
Tantas felicidade
Tantas tristezas
Ali enterradas
Fiquei até com vontade
De me enterrar ali também
Ao lado de qualquer um
Todos são iguais mesmo...

7.2.04

Polar-133

O toque dela foi tão macio e suave que até me assustei. Repeli aquela mão por medo de me contaminar com o amor de novo. Assim que houve contato, senti calafrios por todo o corpo e um calor em minhas mãos. Quando me afastei, me perguntou "Por que não posso nem encostar!?!" Não pude responder, mas ela não pode me encostar, se for só pra pegar e colocar de volta depois. Ah... aquele toque... aquele toque...

Polar-132

Hey man
you're really a man?
Why you're painting
your eyes?
Why you're writing
these poems?
Why you're drawing
a lot of flowers?
And why you think
you love her
forever?

Polar-130

Retoque no texto anterior. Trocar a última frase por:

"Ao saber que ninguém mais pensa"



N.E.: Comentário posterior sobre este texto.

Polar-131

Perfeito como sempre
e melhor do que nunca...

Ela ganhou um amigo
e eu ganhei uma tormenta.
- Ai, eu ainda te mato!
- Já matou... faz tempo...

Minha letra vai estragar teu nome.

- Você não quer que eu encoste em você porquê?
Then, with other one...
- Que cara é essa? Você passou lápis?

Perfeito como sempre
e melhor do que nunca!

6.2.04

Polar-129

Ode À Cizânia

Me diga, o que vê quando me olha?
Pois eu nada vejo, além de um humano
Normal, estúpido, hipócrita, pura tramóia
Talvez diferente por admitir: sou melhor insano

Digo-lhe que é o melhor que há
Saber o que sou e o que são
Quer que eu te mostre? Venha cá
Se não quer, não tem nada não

Veja a desordem do mundo
Não chega a ser belo
Esse povo tão imundo?

Pois eu exaltaria as desavenças
E clamaria por mais
Mesmo que eu não vença